Perrengues & Carolzices – parte 1

Hey, mundo!

Viver na neve, por si só, já é um desafio e tanto. Agora imaginem uma pessoa desastrada, que já conseguiu escorregar em palito de fósforo quando pequena e arrebentar os dois joelhos, vivendo em um lugar assim? Bem, acredito que devem ter imagino que o indivíduo descrito seja quem está escrevendo esse blog e, se for isso, estão corretos!!!

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Saindo de Belo Horizonte. (Acervo pessoal/ foto de celular)

Sim, eu sou uma pessoa desastrada e que já saiu de Belo Horizonte causando, literalmente. Nem esperei chegar aos EUA para aprontar, e o resultado disso foi um belo tombo na escada no desembarque da minha conexão em Guarulhos, graças a uma mistura de chuva, mala na mão e uma bota antiderrapante. Ora, pois, se é uma bota antiderrapante, supõe-se que ela evita quedas, porém, no primeiro dia que eu estava usando ela, só era possível ver um pedaço de gente caindo de bunda cinco degraus ao descer do avião. (Troféu joinha pra bota)

Você acha que acabou por ai minhas Carolzices no Brasil? Tem mais uma! Eu estava colocando minha mochila no bagageiro no avião internacional quando sinto que minha calça de moletom caiu. Sorte que eu tava com uma segunda pele por baixo, ou eu teria ficado com um carão.

Pronto, cheguei a NYC sã e salva dia 11/12. Sai da imigração e peguei o shuttle para o Hotel por volta das 6:30 da manhã, ou seja, tava frio pra caramba. Um frio que eu nunca senti na vida – afinal, sou brasileira e quando tinha um ventinho frio eu já botava um moletom. Tudo bem até chegar ao hotel. Eu estava com duas malas despachadas (roupas de frio são pesadas demais, tive que levar duas para não exceder o peso de uma), uma de costas e a de câmera na mão. O shuttle me deixou  na lateral do hotel e lá vai eu, uma pessoinha de 1,63 com pouca força tentar transportar as tralhas… para quê? Chorei de raiva de mim mesma, fiquei uns 15 minutos arquitetando como eu iria levar as malas e mais uns 20 tentando entrar com as malas.

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Me perdendo em NYC. (Acervo pessoal)

Se você está pensando que só bastava eu pedir ajuda para alguém na rua, sinto em dizer que em NYC, em minha opinião, só existem dois tipos de pessoas: os bem humorados e dispostos a ajudar, e o contrario. Lá não é como no Brasil, que vemos alguém passando aperto na rua e paramos pra ajudar; o individualismo impera na cidade e acredito que em todo o país.

Depois disso tudo, me perdi em NYC algumas (várias) vezes, principalmente pelo fato de que eu sou uma lerda em relação a mapas, assim, o mapa do metrô da metrópole do mundo me deixava doidinha e eu apelava para o Google Maps quando eu conseguia internet – um amém para quem teve a perfeita ideia de colocar internet gratuita e boa em todo canto desse país. Porém, mesmo usando os mapas online, eu ainda me perdia, e nessa brincadeira fui parar em Chinatown quando eu saia da Organização das Nações Unidas (ONU), e só fui perceber quando eu via um tanto de asiático.

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Prédio da sede da Organização das Nações Unidas (ONU). (Acervo Pessoal)

O post está ficando longo e eu já aprontei muito nesse primeiro mês. Por isso, vou escrevendo meus perrengues e Carolzices aos poucos e, para terminar, acredito que o maior perrengue que eu tive em NYC foi ter atrasado para pegar o ônibus pra minha cidade devido ao trânsito – impossível ir de metrô com essas malas. Tudo começou quando eu saí do hotel, o vallet (carinha que chama os táxis, ajuda a tirar e colocar as malas no carro, etc) foi extremamente grosso comigo e ainda quebrou minha mala, e quando eu cheguei na Port Authority (rodoviária) e era quase impossível descer as escadas com as malas. Por sorte, uma alma boa que encontrei na Greyhound (empresa de ônibus) me ajudou a descer com as malas; obviamente, paguei uma gorjeta, mas pelo menos consegui ajuda.

As lições que aprendi nos primeiros dias são: viajar sozinha pelos EUA pode ser um desafio e tanto, principalmente pelo fato de que estou acostumada ainda com a vontade de ajudar ao próximo do brasileiro; eu sou muito pequena para carregar duas malas; não deveria ter comprado calça impermeável no Brasil, pois já perdi 2 ou 3 números de roupa, as calças estão largas e pesaram muito a minha mala.

Espero que tenham gostado!

Até logo, mundo!

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