Dicas de preembarque

Hey, mundo!

Desde que eu me entendo por gente, minha mãe me ensinou a ser (super) precavida. Quando eu era pequena, ela não deixava eu sair com a minha identidade, pois temia que eu poderia perdê-la, então, minha mãe escrevia na minha barriga o nome dela e do meu pai, telefone de contato e endereço, para o caso de eu me perder. Minha criação refletiu na minha preparação para o intercâmbio, e isso foi extramente importante, porque até no hospital eu fui parar.

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Eu, quando tinha uns 7 anos, e minha mãe.

Além das tags tradicionais de mala, eu fiz no computador umas tags para ficarem dentro das bagagens tanto despachadas quanto de mão, visto que as que estão do lado de fora podem se perder, serem arrancadas ou estragarem. As informações que eu coloquei foram: meu nome, telefone de contato da minha mãe (ou de alguém de confiança), endereço no Brasil e nos EUA.

SEMPRE lembre de fazer um seguro de saúde internacional ou você pode acabar voltando com um rombo de alguns milhares de dólares no orçamento. Quando estava faltando cinco dias para voltar ao Brasil, eu senti fortes dores abdominais que me impendiam até de andar, e tive que ir para o hospital em NYC – felizmente, não era uma situação tão emergencial e eu consegui acionar o seguro antes. Chegando lá, informei minha nacionalidade e o primeiro atendimento foi feito por uma enfermeira brasileira. Foi muito bom  e confortante ter alguém que falasse o mesmo idioma que eu, afinal, em momentos de desespero, falar a língua materna é bem melhor.

No entanto, ter um brasileiro te atendendo não é regra. Alguns hospitais nos EUA oferecem tradução simultânea gratuita por telefone, mas para não dar sorte ao azar, eu fiz um papelzinho com informações importantes sobre mim e, graças à ele, o atendimento no hospital foi bem mais rápido. Esse papelzinho tinha meu nome; nacionalidade; quatro telefones de contato de confiança em formato internacional; alergias em inglês (se for alérgico a remédios, coloque a formulação no Google Tradutor que já ajuda bastante); tipo sanguíneo. Coloque também, com a ajuda do Tradutor ou alguém que fale inglês, os remédios de uso contínuo.

 

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Modelo do papelzinho com informações para situações de emergência.

Quem for fazer intercâmbio, eu recomendo colocar o telefone de emergência do Sponsor ou o da Host Family, o contato do empregador, e onde você mora nos EUA.  Além disso, eu coloquei esse papel em todas as minhas bolsas e na pochete (doleira) em que eu carregava meus documentos, afinal, é melhor precaver do que remediar. Lembre-se que as informações devem estar inglês, afinal, é a língua “universal”.

Por último, mas não menos importante, escaneie todos os documentos importantes (passaporte, contrato de trabalho, apólice do seguro de saúde, etc.), e coloque em um sistema de armazenamento de nuvem (Google Drive, Dropbox), e disponibilize-os de forma offline, para que você tenha acesso mesmo sem internet. Compartilhe a pasta de armazenamento com pelo menos um contato de confiança no Brasil. Além disso, SEMPRE tenha cópias impressas desses documentos armazenadas em diferentes locais para vocês sempre ter a mão.

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